Ok, eu sou uma pessoa compreensiva. Mesmo quando não concordo com alguma coisa eu gosto de ouvir os outros pontos de vista e consigo, de certa forma, compreendê-los. Porém há uma coisa que sempre ultrapassará o meu entendimento: a homofobia irracional que leva a crimes bárbaros contra os homossexuais. Como é que em certas cabeças pode fazer sentido agredir alguém só porque este está a reclamar, por exemplo, pelo direito de se casar com a pessoa que ama? Ou de adoptar uma criança que concerteza gostaria imenso de poder ter uma família? Em que é que isso prejudica a vida dos tais agressores? Há pessoas que simplesmente gostam de “odiar” pelo “odiar”.
Isto a propósito da notícia da morte de David Kato, activista ugandês pelos direitos dos homossexuais que foi hoje espancado até à morte. Este é mais um dos muitos casos que não fazem sentido existirem. Eu pelo menos não compreendo e sinto-me muito contente na minha ignorância!
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Reportagem vídeo do presépio de Priscos
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Análise de um homicídio
Sim, está certo, matar uma pessoa está errado e ficamos sempre perturbados com qualquer história de homicídio. Porém, é verdade que nem todos os homicídios são iguais e há alguns casos que nos levam logo a pensar que o homicida não é o único responsável pelo que aconteceu.
Este é o caso do recém-ocorrido homícidio de Carlos de Jesus de 55 anos, residente em Esteiro, Pampilhosa da Serra, que foi morto pelo seu filho João Fernandes de 16 anos. O rapaz entregou-se às autoridades depois de cometer o crime (isso tem de significar alguma coisa) e admitiu às autoridades que já tinha sido vítima de abuso sexual por parte do pai e que era maltratado por ele. O facto do jovem se ter entregue à polícia neste caso pode revelar que o jovem sentiu que fez o que devia ter feito ao matar o pai mas que na sua consciência sabia que era um crime e queria pagar por isso.
Não me acredito que João Fernandes seja um criminoso qualquer capaz de matar qualquer pessoa. O jovem concerteza sentiu que,não sendo independente, a única forma de se livrar dos maus tratos do seu pai era acabar-lhe com a vida. Foi a melhor solução? Não! A morte, salvo raras excepções, nunca é solução mas em certas alturas o coração fala mais alto que a razão.
Neste caso aplica-se o provérbio: “Quem semeia ventos colhe tempestades”. O pai maltratava-o, o filho disse chega.
Este é o caso do recém-ocorrido homícidio de Carlos de Jesus de 55 anos, residente em Esteiro, Pampilhosa da Serra, que foi morto pelo seu filho João Fernandes de 16 anos. O rapaz entregou-se às autoridades depois de cometer o crime (isso tem de significar alguma coisa) e admitiu às autoridades que já tinha sido vítima de abuso sexual por parte do pai e que era maltratado por ele. O facto do jovem se ter entregue à polícia neste caso pode revelar que o jovem sentiu que fez o que devia ter feito ao matar o pai mas que na sua consciência sabia que era um crime e queria pagar por isso.
Não me acredito que João Fernandes seja um criminoso qualquer capaz de matar qualquer pessoa. O jovem concerteza sentiu que,não sendo independente, a única forma de se livrar dos maus tratos do seu pai era acabar-lhe com a vida. Foi a melhor solução? Não! A morte, salvo raras excepções, nunca é solução mas em certas alturas o coração fala mais alto que a razão.
Neste caso aplica-se o provérbio: “Quem semeia ventos colhe tempestades”. O pai maltratava-o, o filho disse chega.
Papa defende o bom uso das redes sociais

É um óptimo sinal de modernidade por parte da Igreja o discurso que o papa Bento XVI pronunciou na última segunda-feira, dia 24, a propósito da difusão da comunicação através da internet.
Felizmente o Vaticano mostra compreender a actual importância das novas tecnologias a nível da comunicação global e tem um site oficial Pope2you, através do qual os utilizadores se ligam ao YouTube , ao Facebook e a aplicações no iPhone.
Voltando ao discurso do papa, era bom que todas as pessoas, católicas ou não católicas tivessem em conta os avisos que papa fez a respeito do uso das redes sociais: As redes sociais não podem nem devem substituir o contacto humano directo. e a criação dos perfis falsos é uma questão importante dentro deste assunto porque a pessoa que o faz está a enganar os outros e a enganar-se a si mesmo.
Acrescento ainda que li à há poucos dias, no site do Jornal de Notícias, uma notícia acerca de um estudo da Universidade de Coimbra que revelou que os portugueses não dão importância alguma à sua privacidade nas redes sociais, nomeadamente no Facebook.
Pena que as pessoas não tenham noção do perigo a que se expõem quando revelam dados como a morada, a empresa onde trabalham, etc. Se tivessem mais precaução muitas situações maliciosas e ataques tecnológicos seriam perfeitamente evitados.
Lady Gaga, o ícone da pop

Lady Gaga desperta paixões e ódios. Mais que isso, Stefani Germanotta faz correr rios de tinta na imprensa, choca com as suas indumentárias (quer seja um vestido a imitar carne, demonstrando que ela própria não é “a piece of meat”, ou um vestido feito de Sapos Cocas), choca com as declarações que faz, surpreende com os seus videoclipes e encanta os fãs com as encenações a que dá corpo nos seus concertos.
Gaga foge aos padrões do politicamente correcto e choca! Gaga gosta de chocar. Não pelo simples prazer de o fazer, mas porque é ela é mesmo assim e vive orgulhosa da pessoa que é. É, aliás essa uma das principais mensagens de Lady Gaga. Que todos nós sejamos verdadeiros e fiéis a nós mesmos. E que mensagem pode ser mais importante num mundo em que parece que para nos integrarmos fazemos de tudo para esconder aquilo que nos torna diferentes mas especiais?
As acusações de imitar Madonna são injustas. Gaga suplanta Madonna na criatividade, nas músicas, em tudo.
Madonna chocou nos anos 80, Gaga consegue chocar agora, numa época em que já nada choca. Nada que não ela.
As suas roupas podem ser loucas e atrevidas, mas se não fossem assim Gaga seria mais uma entre muitas num universo cheio de estrelas pop todas iguais umas às outras.
The Fame e The Fame Monster têm ritmos contagiantes, algumas baladas ainda melhores!
Podem não gostar, mas ela parece ser o ícone da década que está a começar. Para o bem ou para o mal.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
E o Cavaco lá continua... por mais 5 anos!!

Nos últimos dias, e não era de se esperar outra coisa, todos os canais de televisão falam e “re-falam” do mesmo assunto. Renato Seabra à parte, destaque: Presidenciais 2011.
Contas feitas, Cavaco Silva, correcção, professor Cavaco Silva reeleito presidente da República por mais 5 anos.
Faz-me confusão a infâmia e insatisfação do povo português e levá-lo ao colo à primeira volta para mais um mandato. Agora vejámos, se o povo português está de costas voltadas ao Sócrates bem podem virar também ao Cavaquinho pois diz “amén” a tudo o que ele lhe pede. Tranquilidade e compreensão não faltam ao primeiro-ministro. À primeira vista até parecem qualidades humanas, mas um bom político tem de ter outras armas em punho. Perspicácia e sabedoria e não as concordâncias do senhor primeiro-ministro, que nada tenho contra ele, ou sei lá se tenho, o país está no buraco e já nem sei de quem é a culpa. O certo é que com com a aceitação com a aceitação de todas as políticas que o governo propõe e a deixar-se levar no barco do Sócrates o Cavaco não vem fazer nada pelo país.
Dizem por aí, tive oportunidade de falar com algumas pessoas no dia das eleições, que não votavam no Alegre para não porem “dois da mesma gamela lá dentro”. Da mesma “gamela” são eles todos por detrás das cameras. Querem todos o mesmo, encher os bolsos à nossa custa, ter mordomias à pala dos nossos impostos e ainda pagarem as dívidas do país com cortes nos nossos salários.
Por este andar morremos na praia. Não há-de faltar muito para a forca ficar tão apertada que só o FMI nos pudera salvar. E quando aí chegarmos, já não há cavaco que nos valha!
O génio Woody Allen

Ao folhear uma revista, que já não sei qual, deparei-me com um artigo sobre Woody Allen. O título fazia menção ao facto de ser um homem hipocondríaco e alarmista, embora o próprio se considere apenas alarmista.
Woody Allen é uma personalidade interessante. Um grande mestre do cinema que contrasta com a sua figura magra e desengonçada.
O realizador considera-se mediano e desiludido com muitos dos seus filmes. Contente deixam-no alguns títulos como Vicky Cristina Barcelona e Match Point. Homem sensato. Excelente escolha de actores. Scarlett Johansson é igualmente divina nos dois. Rebecca Hall passa muito bem do anonimato para a celebridade como Vicky e Jonathan Rhys Myers é adorável para odiar.
Woody Allen lamenta ainda ninguém o ter convidado para entrar em filmes e tem o desgosto de entrar apenas nos seus próprios filmes. Inveja ainda o facto de Javier Bardem ficar tão bem com Johansson. Quem diz ele, diz os outros actores muito mais novos que ele.
O realizador é um génio do cinema, mas o facto de não se rever nisso não o torna doido, apenas humilde.
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